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Atualizado em 31 de julho de 2026Versão 1.0.0

SAC versus Price: comparação para financiamento imobiliário

Compare SAC e Price lado a lado, com as mesmas premissas do seu financiamento imobiliário: entrada, seguros, tarifa e amortização extraordinária.

Como o cálculo é feito

O valor financiado é o que você já informa líquido da entrada; a entrada aparece apenas no resumo do desembolso total, nunca no cálculo de juros. Quando a taxa é anual, ela é convertida para mensal por equivalência exponencial — nunca por divisão por 12 — porque juros compostos não se dividem linearmente entre períodos. Quando você informa uma correção monetária mensal, ela é combinada com a taxa de juros pelo produto dos fatores, (1+juros)×(1+correção) − 1: é uma simplificação didática do efeito de um indexador que reajusta o saldo, não a fórmula exata de nenhum banco, e por isso aparece nas limitações. As duas tabelas — SAC e Price — são construídas com o mesmo valor financiado, a mesma taxa combinada e o mesmo prazo, cada uma seguindo sua própria regra de amortização; seguros e tarifa de administração são somados à parcela em ambas, sem nunca abater saldo devedor. Quando informada, a amortização extraordinária é aplicada sobre o saldo devedor de cada sistema no mesmo mês, reduzindo o prazo (mantendo a parcela) ou reduzindo a parcela (mantendo o prazo), conforme sua escolha. O custo efetivo total estimado só é calculado quando existem despesas fora da prestação nominal (seguros, tarifa ou custos iniciais); sem elas, o custo do fluxo é a própria taxa informada e apresentá-lo como CET seria redundante e impreciso.

Price: prestação-base constante — PMT = PV × [i(1+i)^n] ÷ [(1+i)^n − 1]. SAC: amortização constante — A = PV ÷ n, prestação = A + saldo × i. Os dois usam o mesmo PV (valor financiado), a mesma taxa combinada i e o mesmo prazo n.

Exemplo: Exemplo ilustrativo: R$ 300.000,00 financiados a 10,5% ao ano em 360 meses. Convertida a mensal, a taxa gera uma primeira parcela do SAC maior que a do Price, mas o SAC acumula menos juros ao longo do contrato — o resultado exato depende das suas premissas.

Limitações

  • A correção monetária mensal é combinada com os juros pelo produto dos fatores. É uma simplificação: um indexador real (TR, IPCA, poupança) tem regra própria de incidência definida em contrato, e o efeito exato pode diferir do apresentado aqui.
  • A taxa, os seguros, a tarifa e o prazo são exatamente os que você informou; a instituição financeira pode aplicar condições diferentes, inclusive taxa variável ao longo do contrato.
  • O custo efetivo total estimado usa a parcela média do fluxo informado e não é o CET oficial calculado pela instituição segundo a Resolução CMN nº 4.881/2020.
  • A data da primeira parcela só nomeia as linhas da tabela: ela não altera nenhum valor calculado.
  • Multas contratuais, carência para amortizar, uso de FGTS e regras específicas do credor para amortização extraordinária não são consideradas.
  • Estimativa a partir das premissas informadas. Não é proposta de crédito nem recomendação de qual sistema escolher.

Fontes e versão

Versão 1.0.0 da regra, vigente desde 31 de julho de 2026.

Perguntas frequentes

Por que a primeira parcela do SAC é maior que a do Price?

Porque no SAC a amortização é constante desde o primeiro mês, então a parcela inicial soma essa amortização a juros calculados sobre o saldo cheio. No Price a prestação-base já nasce menor e constante, mas mantém mais juros por mais tempo.

SAC sempre gera menos juros totais?

Na mesma taxa e no mesmo prazo, o SAC amortiza mais cedo e por isso costuma acumular menos juros totais que o Price. 'Costuma' não é 'sempre': compare os dois totais desta simulação com as suas premissas antes de decidir.

A correção monetária muda qual sistema é mais vantajoso?

Pode mudar os valores absolutos de ambos, porque ela é aplicada igualmente às duas tabelas. Na simplificação usada aqui, a diferença relativa entre SAC e Price tende a se manter, mas o efeito exato do seu indexador contratual pode ser diferente.

O que muda quando a amortização extraordinária reduz o prazo em vez da parcela?

Reduzir o prazo mantém o valor da parcela e encurta o contrato, o que costuma eliminar mais juros futuros. Reduzir a parcela mantém o número de parcelas e diminui o valor mensal, aliviando o orçamento sem necessariamente antecipar a quitação.

Por que às vezes não aparece o custo efetivo total estimado?

Porque sem seguros, tarifa de administração ou custos iniciais informados, o custo do fluxo é exatamente a taxa de juros que você digitou — calcular um CET nessas condições apenas repetiria esse número, então a ferramenta omite a linha e explica o motivo.

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