Plano de pagamento: bola de neve ou avalanche
Simule mês a mês a quitação de várias dívidas e compare a estratégia do menor saldo com a da maior taxa efetiva.
Como o cálculo é feito
As duas estratégias são simuladas mês a mês sobre exatamente as mesmas dívidas e o mesmo orçamento. Antes de qualquer comparação, todas as taxas são convertidas para a taxa efetiva mensal equivalente — nunca se compara taxa mensal com taxa anual dividida por doze. A avalanche prioriza a maior taxa efetiva, desempatando pelo menor saldo; a bola de neve prioriza o menor saldo, desempatando pela maior taxa. Em cada mês incidem juros e tarifas, pagam-se os mínimos e a sobra do orçamento vai integralmente para a dívida prioritária; quando uma dívida é quitada, o mínimo que ela consumia é transferido para a próxima da fila. A simulação tem teto de 1.200 meses e interrompe o plano quando o saldo total deixa de cair, sinalizando que, com o orçamento informado, ele não encerra.
Exemplo: Três dívidas com taxas e saldos diferentes, sob o mesmo orçamento mensal, aparecem nas duas estratégias com prazo, juros totais, primeira dívida quitada e cronograma resumido por ano.
Limitações
- A simulação usa saldos, taxas e mínimos informados por você. Nenhuma dívida real é consultada e nada é gravado.
- A bola de neve não é apresentada como matematicamente mais barata: quando a avalanche custa menos, é isso que o resultado mostra. A vantagem da bola de neve é comportamental e depende de cada pessoa.
- O plano assume orçamento constante, taxas constantes e nenhum gasto novo no crédito — três premissas que raramente se sustentam sem esforço.
- Não há diagnóstico de superendividamento, análise de mínimo existencial nem orientação jurídica: se as dívidas não cabem no orçamento, procure um órgão público de defesa do consumidor.
Fontes e versão
- Lei 14.181/2021 — prevenção e tratamento do superendividamento — Estabelece a repactuação de dívidas com preservação do mínimo existencial; a ferramenta não faz diagnóstico nem substitui o procedimento legal.
- Código de Defesa do Consumidor — Lei 8.078/1990 — Direito à informação clara sobre encargos, art. 52, e à liquidação antecipada com redução proporcional de juros, art. 52, §2º.
- Banco Central do Brasil — crédito rotativo do cartão — Página oficial do regulador sobre funcionamento, rotativo e parcelamento da fatura do cartão de crédito.
Versão da regra Lei 14.181/2021 + CDC, vigente desde 30 de julho de 2026.
Perguntas frequentes
Bola de neve ou avalanche: qual é melhor?
Pelo custo, a avalanche costuma ser igual ou mais barata, porque ataca primeiro a taxa mais alta. A bola de neve quita a menor dívida antes e produz um resultado visível mais cedo. A simulação mostra a diferença exata de prazo e de juros nas suas condições.
Por que converter todas as taxas?
Porque comparar 2% ao mês com 24% ao ano exige a mesma base. A ferramenta converte tudo para taxa efetiva mensal equivalente antes de ordenar as dívidas.
O que acontece quando uma dívida é quitada?
O valor que era usado no mínimo dela passa a reforçar o pagamento da próxima dívida da fila. É esse efeito acumulado que encurta o plano ao longo do tempo.
E se o orçamento não cobrir os mínimos?
A ferramenta avisa e continua simulando com o valor informado, mas o plano pode não encerrar. Nesse caso o caminho costuma ser renegociar condições antes de escolher uma estratégia.
Continue o cálculo
Ferramentas que usam os mesmos números e completam a análise.
- Simulador de renegociação de dívidaCompare propostas de acordo pela mesma dívida por total nominal, valor presente, parcela, prazo e taxa implícita.
- Juros e saldo do cartão de créditoSimule quanto a fatura não paga ou paga em parte vira depois dos juros do rotativo, da multa e dos encargos que você informar.
- Desconto para quitar dívidaCalcule o desconto nominal e financeiro de uma oferta de quitação à vista e o desconto necessário para caber no valor que você tem.